Live do Perdão, discurso e contradição!


Live do Perdão: Contradições, Estratégias Políticas e Bastidores da Gestão em Mari

A mais recente Live do Perdão, protagonizada pelo ex-prefeito Antônio Gomes, trouxe à tona um espetáculo de críticas, insinuações e manobras políticas, revelando muito mais sobre o contexto interno do que sobre a realidade administrativa. A grande pergunta que ficou é: qual é a verdadeira preocupação do ex-gestor?

Durante a campanha, Antônio foi enfático ao afirmar que Lucinha da Saúde seria a prefeita que realmente administraria Mari, que teria autonomia e faria muito mais do que ele fez, e que era a pessoa mais preparada para governar a cidade. Na ocasião, ele se colocou como apoiador e mentor dessa mudança, destacando-se como alguém que reconhecia a competência da sucessora.

No entanto, na Live do Perdão, o discurso de Antônio revela outra realidade: ele demonstra incômodo com a falta de “espaço” político, além de levantar críticas sobre supostos acordos não cumpridos. Em outras palavras, o que antes era promessa de autonomia para Lucinha virou uma cobrança por influência e poder pessoal.

Reconhecimento da Cidade: Boa Administração, mas Não Eterna

É importante reconhecer que, mesmo com sua ausência frequente na cidade — sendo mais visto em sua fazenda do que nas ruas de Mari — a gestão de Antônio Gomes teve pontos positivos, como a organização de setores, manutenção de serviços e alguns investimentos importantes. Muitos cidadãos lembram de sua administração com certo apreço e reconhecem sua capacidade de gestão.

No entanto, uma boa administração não garante eternidade no poder. Mari ensina que é necessário saber deixar um legado positivo e seguir adiante, permitindo que a cidade continue a crescer sob novas lideranças. A capacidade de ir embora, deixar as coisas boas como lembrança e não tentar controlar tudo indefinidamente é uma lição que todo gestor precisa aprender.

Cargos de Confiança e a Incoerência do Discurso

Antônio criticou a presença de familiares de Lucinha na administração pública, insinuando favorecimento. Mas a verdade é que uma boa parcela desses familiares é concursada, ocupando cargos pelo mérito, e não por indicação política.

Além disso, como Antônio pode criticar os cargos de confiança que a prefeita tem direito de indicar, se ele mesmo mantinha parentes de primeiro, segundo e até terceiro grau em cargos comissionados durante sua gestão? A incoerência é evidente.

MariPrev: Alarmismo sem Base

Durante a live, Antônio insinuou que o MariPrev estaria sem condições de pagar aposentados. Entretanto, os dados oficiais do SAGRE e do site do próprio MariPrev mostram que a autarquia está equilibrada, trabalhando no chamado “verde”. Segundo o chefe da autarquia, não há risco para os servidores aposentados, tornando a crítica de Antônio um alarmismo político, sem fundamento real.

Perseguição Política: A Contradição Histórica

Antônio acusou Lucinha de perseguir aliados que defendessem seu nome. Porém, em 2020, quando a vereadora Vânia de zú rompeu politicamente com ele, ele exonerou automaticamente todos os cargos ligados a ela, atingindo pessoas que nada tinham a ver com a disputa.
Quando a vereadora Dja, não quis votar favorável pelo empréstimo, só falavasse em exonera os cargos indicados por ela. 

Essa incoerência histórica mostra que a narrativa de perseguição atual carece de consistência.

Berinho e a Máquina Pública

Outro ponto foi o ataque a Berinho, secretário da gestão atual. A resposta foi direta: a máquina pública que deveria atender à população estava, na fala do ex prefeito na gestão anterior, sendo usada para interesses pessoais de aliados. Houve ainda pressão para que servidores trabalhassem no domingo, dia de folga, quando a Secretaria já atua até aos sábados.

Marco Martins e o Desconforto da Aliança

Antônio mostrou desconforto ao ser questionado sobre uma possível aliança com Marco Martins para 2026-2028. Essa aliança indicaria que sua força política diminuiu, obrigando-o a buscar apoio de quem sempre foi adversário para tentar retirar Lucinha da Saúde de uma eventual reeleição.

Paulo Pipulco: Presença e Interrogações

A presença do ex-vereador Paulo Pipulco, que abriu processo contra Antônio por suposta compra de votos na eleição de 2024, gerou questionamentos. Como alguém que acusa judicialmente poderia participar lado a lado em uma live? Seria estratégia política, conveniência, ou há interesses maiores em jogo?

Ana Lorena: Promoção da Pré-Candidata

Durante a live, Antônio também tentou promover a deputada Ana Lorena, buscando vincular seu nome à ideia de capacidade de gestão. A ação evidencia que ele quer projetar nomes que mantenham sua influência futura, ainda que a trajetória da pré-candidata seja marcada por outras atividades, como palestras para instituições como o Sebrae.

Perfeito! Podemos acrescentar esse ponto ao texto da Live do Perdão para mostrar a contradição de Antônio Gomes: ele reconhece a inteligência e capacidade de Cássio/Acácio Barra, mas incomoda-se com a presença dele na gestão de Lucinha, chegando a desejar que ele fosse removido de forma administrativa. Aqui está um parágrafo sugerido:
ACássio Barra: Reconhecimento e Incômodo

Embora Antônio Gomes reconheça que Cássio (ou Acácio) Barra é inteligente e tecnicamente capacitado, sua presença na administração pública da gestão de Lucinha da Saúde gera desconforto evidente. Em diversos momentos da live, Antônio reiterou seu desejo de que a licença administrativa pudesse demitir ou vulnerabilizar Cássio Barra, demonstrando que a crítica não se baseia em competência, mas em incômodo político e disputa de espaço. Essa postura reforça a incoerência: enquanto valoriza a capacidade técnica em teoria, atua para minar quem de fato possui essa capacidade na prática.

O Que Está Realmente em Jogo?

A Live do Perdão evidencia que Antônio Gomes não aceita ter perdido protagonismo político. Seu discurso expõe tentativas de influenciar acordos e projetar aliados, mesmo contradizendo promessas de campanha.

No fim, Mari mostra que uma boa administração não é sinônimo de eternidade no poder. Saber deixar um legado positivo e permitir que a cidade siga adiante sob novas lideranças é tão importante quanto gerir bem. O poder não se herda, se conquista com trabalho, resultado e respeito à democracia.

Redação Jornal Mariense Sim Senhor 




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