SECRETARIA VIVIANE DENUNCIA O USO DE NARRATIVAS DE POBREZA COMO PALANQUE DE INTERESSE POLITICO EM MARI.


A exploração da pobreza como instrumento de narrativa política é uma das formas mais perversas de manipulação social. Não se trata de negar dificuldades reais, mas de denunciar uma estratégia recorrente: transformar a dor das pessoas em espetáculo, distorcer dados, inflar percepções e fabricar um cenário de colapso que não corresponde à realidade objetiva, apenas para produzir medo, revolta e instabilidade social.
Foi nesse contexto que a Secretaria de Desenvolvimento Humano de Marí se manifestou para rebater um editorial que tenta pintar o município como um território de fome generalizada e abandono social. Segundo a secretária Viviane Dantas, o texto não apenas ignora dados oficiais, como utiliza a vulnerabilidade de famílias como instrumento de ataque político, criando uma narrativa de pânico que não se sustenta na realidade.
De acordo com a secretária, Marí possui hoje uma rede de proteção social ativa, com a maioria das famílias atendidas já inseridas em programas federais como o Bolsa Família, recebendo, em média, valores superiores a R$ 1.000,00 quando somados os benefícios principais e adicionais. “Isso não significa que não existam dificuldades, mas desmonta a tentativa de construir a ideia de uma cidade mergulhada na fome”, ressaltou.
Ela destacou ainda que a assistência social não pode ser tratada como favor pessoal nem como moeda de propaganda. Benefícios seguem critérios técnicos e legais, e nem toda solicitação pode ser atendida fora das regras. “Transformar uma negativa técnica em falta de humanidade é desinformar a população e enfraquecer a política pública”, afirmou.
Do ponto de vista psicológico, a construção desse tipo de discurso se apoia em mecanismos claros:
Catastrofização – Situações pontuais são ampliadas e generalizadas para criar a sensação de que tudo está em colapso, alimentando medo coletivo.
Projeção de culpa – Problemas históricos e estruturais são jogados integralmente sobre a gestão atual, apagando anos de omissão e simplificando realidades complexas.
Instrumentalização da dor – A pessoa em vulnerabilidade deixa de ser sujeito de direitos e passa a ser argumento retórico, usada para comover, chocar e mobilizar politicamente.
Esse padrão revela, muitas vezes, uma relação doentia com o poder: a incapacidade de aceitar a perda de protagonismo e de controle político leva à tentativa de manter domínio pelo pânico, pela indignação fabricada e pela narrativa de terra arrasada. Quando não se governa mais pela caneta, tenta-se governar pelo medo.
A secretária Viviane Dantas também lembrou que as situações de vulnerabilidade existentes hoje são herança de anos sem políticas estruturadas de combate à pobreza. “Não se constrói segurança alimentar e autonomia das famílias com ações eleitoreiras e discursos inflamados. Isso exige planejamento, continuidade e responsabilidade”, afirmou.
Criar alarme social pode render manchetes e engajamento, mas não resolve a vida de ninguém. Pelo contrário: enfraquece a confiança nas instituições, confunde a população e transforma a assistência social em palco de disputa emocional e eleitoral.
Denunciar é legítimo. Manipular é desonesto. Combater a pobreza exige dados, seriedade e política pública contínua — não narrativas vazias que exploram a miséria como palanque e o sofrimento humano como ferramenta de guerra política.

Redação Jornal Mariense Sim Senhor 
Fonte: imagens Instagram secretaria de desenvolvimento humano 
Texto base: codecom

Comentários

Leiam todos os artigos de nosso blog

Prefeito Antônio Gomes, Vice Prefeita Lucinha da saúde e Presidente da Câmara batem o martelo!

A esposa de Alan Gomes e o Segredo da Botija!

POLITICA MARIENSE: Lucinha Da Saúde, a Vice-Prefeita da união.